21 janeiro 2010
17 junho 2009
Homenagem ao músico
Uma homenagem ao Sr. José Calvário.
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por nós
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu viste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.
Gosto da música por ser uma canção de amor e por aquilo que representa no 25 de Abril e para a minha mãe. Já repararam bem no charme deste clip? e não estou a falar só dele estar a preto e branco.
02 maio 2009
O adeus de muitos
Fado da despedida
Sentes que um tempo acabou
Primavera de flor adormecida,
Qualquer coisa que não volta que voou,
Que foi um rio, um ar, na tua vida.
E levas em ti guardado
O choro de uma balada
Recordações do passado
O bater da velha capa.
Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo p’rá vida.
Sabes que o desenho do adeus
É fogo que nos queima devagar,
E no lento cerrar dos olhos teus
Fica a esperança de um dia aqui voltar.
E levas em ti guardado
O choro de uma balada
Recordações do passado
O bater da velha capa.
Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo p’rá vida.
13 abril 2009
Os teus pés
“Quando não te posso contemplar
Contemplo os teus pés.
Teus pequenos pés duros,
Eu sei que te sustentam
E que teu doce peso
Sobre eles se ergue.
Tua cintura e teus seios,
A duplicada purpura
Dos teus mamilos,
A caixa dos teus olhos
Que há pouco levantaram voo,
A larga boca de fruta,
Tua rubra cabeleira,
Pequena torre minha.
Mas se amo os teus pés
É só porque andaram
Sobre a terra e sobre
O vento e sobre a água,
Até me encontrarem"
in, Os teus pés (Pablo Neruda)