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17 junho 2009

Homenagem ao músico


Uma homenagem ao Sr. José Calvário.
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por nós
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu viste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.


Gosto da música por ser uma canção de amor e por aquilo que representa no 25 de Abril e para a minha mãe. Já repararam bem no charme deste clip? e não estou a falar só dele estar a preto e branco.

02 maio 2009

O adeus de muitos

Nesta altura por este país fora milhares de estudantes celebram a queima ou a benção das fitas. O adeus a um estilo de vida que não volta mais, o encerrar duma etapa da nossa vida que queremos recordar para sempre. Ninguém sente isto como os estudantes de coimbra... Saudades:')


Fado da despedida

Sentes que um tempo acabou
Primavera de flor adormecida,
Qualquer coisa que não volta que voou,
Que foi um rio, um ar, na tua vida.

E levas em ti guardado
O choro de uma balada
Recordações do passado
O bater da velha capa.

Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo p’rá vida.

Sabes que o desenho do adeus
É fogo que nos queima devagar,
E no lento cerrar dos olhos teus
Fica a esperança de um dia aqui voltar.

E levas em ti guardado
O choro de uma balada
Recordações do passado
O bater da velha capa.

Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo p’rá vida.

13 abril 2009

Os teus pés

foto: Galé Agosto 2008

“Quando não te posso contemplar

Contemplo os teus pés.

Teus pés de osso arqueado,
Teus pequenos pés duros,


Eu sei que te sustentam
E que teu doce peso
Sobre eles se ergue.


Tua cintura e teus seios,
A duplicada purpura
Dos teus mamilos,
A caixa dos teus olhos
Que há pouco levantaram voo,
A larga boca de fruta,
Tua rubra cabeleira,
Pequena torre minha.


Mas se amo os teus pés
É só porque andaram
Sobre a terra e sobre

O vento e sobre a água,

Até me encontrarem"

in, Os teus pés (Pablo Neruda)