Ser mãe é não fazer refeições descansadas e a horas... é jantar ás
11 da noite porque só a essa hora é que nos despachamos do jantar e das
brincadeiras do banho e já fomos dormir...
Ser mãe é ter (ainda mais) o coração ao pé da boca e parecer que
vai saltar de cada vez que a miúda se aleija (sim, ela já se aleija... parece
um bicho carpinteiro... e ainda não anda nem sequer gatinha)
Ser mãe é não dormir descansada, mesmo quando ela dorme descansada
(que normalmente é em posições mirabolantes e com o nariz enfiado não sei onde)
eu levanto-me e vou ver se ela respira...
Ser mãe é largar tudo e ir brincar com ela, aturar birras, mudar
fraldas, dar bolachas e água... Ser mãe é passar tudo para segundo plano...
Porque o primeiro está todo ocupado pela princesa.
Ser mãe é ser cantora, bailarina, palhaço e malabarista (já
tentaram dar de comer a uma criança com um prato na mão e no outro alternar
entre a colher, os brinquedos, as chaves, as palminhas, apanhar os brinquedos
que entretanto já foram para o chão...)
Ser mãe é ser adivinha... porque é que ela chora? não sei,
felizmente normalmente passa com o colinho da mamã.
Ser mãe é mandar os outros passear quando dizem "ah devias
fazer assim, e não assado" ora a filha é minha e eu faço como bem entendo!
Sim, ando com ela ao colo! Muito! Arrumo coisas com ela ao colo, visto-me e
calço-me com ela ao colo! Sabem porquê? Porque com o balanço que esta miúda
leva quando ele perceber que se consegue mexer sozinha, nunca mais vai querer o
meu colo... Nunca mais a agarro... E por isso para já aproveitamos as duas...
Porque se a Rita Ferro Rodrigues diz que as bochechas dos bebés foram feitas
para andar coladas aos pescoços das mães eu digo que o coração delas é para
andar a bater pertinho do nosso, tal como foi durante 9 meses...
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